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domingo, 10 de abril de 2011

Fala Décio Patelli Junior.


Prezados amigos, fiquei muito contente para não dizer emocionado, com a iniciativa de se criar um blog especifico de arbitragem de pólo aquático, acho que de agora em diante os assuntos específicos poderão ser colocados de uma maneira clara e objetiva e com acesso a todos envolvidos na modalidade. Penso que este blog poderá também ser utilizado como um instrumento de consulta, onde os interessados poderão fazer perguntas e comentários para que a arbitragem de pólo aquático seja melhor entendida pelos participantes do nosso meio. Hoje temos a internet como o meio de comunicação mais veloz do planeta, isso facilita em muito que os usuários troquem conhecimentos para se desenvolverem e melhorar relações. Acho que o blog de arbitragem vai atingir fácil estes objetivos. Bem, como se diz por ai , hoje me considero um ex arbitro em atividade, passei os últimos anos de minha vida ligado diretamente aos principais eventos de pólo aquático no mundo. Foram três Jogos Olímpicos, Campeonatos Mundiais, Super Finais de Ligas Mundiais, Jogos Pan Americanos em fim vários eventos. Tive o privilegio de conviver e atuar com a melhor safra (até hoje) de árbitros brasileiros, uns ainda atuam, outros até já nos deixaram, com certeza aprendi muito com cada um deles. Sou apaixonado pelo assunto arbitragem de pólo aquático, por isso acho que com os eventos importantes por vir no Brasil, deveríamos nos preocuparmos com a atualidade de nossa arbitragem, acho que devemos urgente selecionar ou eleger alguns nomes e a partir daí como se faz com atletas, treinarmos, acompanharmos e darmos toda assistência para o melhor desenvolvimento dessa nova equipe que ai surge. Estamos em um momento de transição, árbitros do nosso primeiro escalão estarão em breve se despedindo das piscinas, ai sim o pólo aquático brasileiro vai sentir, se não trabalharmos rápido por essas reposições e pelo aparecimento de novos nomes não colocaremos como temos feito nos últimos anos nossa arbitragem como uma das de ponta no mundo. Como disse antes vamos trabalhar rápido e com eficiência, afinal, temos gente pra isso. Com certeza estarei ajudando o nosso blog com assuntos importantes sobre o nosso complicado livro de regras.


Um grande abraço a todos.
DECIO PATELLI JR.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Controle ou Pressão?


Muito se houve falar de pressão na marcação. Vários técnicos por razões táticas adotam este tipo de marcação durante o jogo ou parte dele. Para os árbitros é indiferente como os técnicos orientam as suas equipes, mas, o importante para nós é que quando ouvimos ou vemos este tipo de marcação fiquemos mais atentos, pois isso poderá ter uma conotação que signifique que uma equipe poderá tentar impedir o adversário de se movimentar. Tecnicamente qual seria a forma adotada de pressionar um adversário? Empurrar, puxar, fazer faltas consecutivas no mesmo jogador(jogando de maneira inapropriada ), bloqueios com o corpo? Todos os exemplos deverão ser interpretados pelos árbitros como faltas de exclusão.
A recomendação feita pela FINA quanto a questão, é impormos ou adotarmos um limite de pressão que não ultrapasse ao de controle. E o que seria este controle? Quando um atleta se posiciona em frente ou lateralmente ao adversário colocando uma das mãos no corpo deste, passa a ser uma forma de controlar o adversário quanto ao seu posicionamento facilitando assim até uma possível interceptação de um passe.
É importante também que se houver alguma falta de exclusão decorrente de um excesso de controle(no caso uma pressão), que o árbitro antes observe a jogada como um todo e faça uma análise se ao assinalar, ela esteja inserida na ação de uma jogada construída, isto para que não possamos criar assim nenhum tipo de vantagem para a equipe atacante.
No próximo artigo comentarei o que é fazer parte de uma ação. Até breve!

Roberto Cabral
Árbitro Internacional- FINA

sábado, 12 de março de 2011

VANTAGEM NAS JOGADAS DE CENTRO

A APLICAÇÃO DE VANTAGEM NAS JOGADAS DE CENTRO

Nas próximas 3 semanas, vou abordar um dos aspectos mais importantes da regra, que é a aplicação correta da vantagem nas jogadas de centro, tanto para o atacante quanto para o defensor. O conceito de vantagem é amplamente discutido nos cursos de árbitros da FINA no mundo todo e também nos congressos técnicos realizados antes do início das competições internacionais mais importantes porque o objetivo do Comitê Técnico de Pólo Aquático da FINA (TWPC, na sigla em inglês) é unificar o máximo possível sua aplicação pelos árbitros durante as partidas.
A vantagem ocorre quando o jogador – atacante ou defensor – se utiliza exclusivamente de sua capacidade técnica e de sua condição física para completar uma jogada de seu time e tentar a marcação de um gol, ou mesmo uma exclusão por 20 segundos (no caso do atacante), ou para destruir uma jogada de ataque se utilizando tão somente de sua habilidade técnica (trabalho de perna, deslocamento lateral) sem usar nenhum tipo de recurso ilícito (falta) para atingir esse objetivo. Em ambos os casos, é fundamental que o árbitro deixe a jogada prosseguir até um limite onde essa vantagem não se torne indevida e favoreça um ou outro jogador. Qualquer interferência por parte do árbitro nesse tipo de jogada, antes de sua conclusão final, pode resultar em prejuízo para uma das equipes e se configura como um erro técnico de sua parte.
A correta aplicação da vantagem nessa situação também evita que aconteça uma das três situações que os atletas tentam utilizar para confundir a arbitragem e tumultuar a partida, que são SIMULAÇÃO, PROVOCAÇÃO e REAÇÃO. Hoje, tratarei da simulação que é claramente um recurso ilícito utilizado por atletas com pouca ou nenhuma técnica para obter uma vantagem indevida em determinada jogada, muitas vezes colocando a torcida contra a arbitragem já que ela é induzida a achar que o árbitro errou ao não marcar determinada falta a favor desse jogador.
Vemos esse tipo de jogada, por exemplo, quando o atacante posicionado no centro segura o braço do defensor e o puxa para baixo por sobre seu ombro, podendo levar o árbitro a excluir o defensor por 20 segundos já que aparentemente ele estava por sobre o atacante impedindo sua movimentação em direção à bola. Outra situação muito comum é aquela onde o atacante, para ganhar uma vantagem indevida, afunda no centro antes que a bola chegue ou se apóia no defensor, empurrando-o para trás, para receber a bola e tentar um chute ao gol. A punição para esse tipo de jogada é, primeiramente, a marcação de uma contra-falta (reversão) e no caso de persistência por parte de qualquer atleta, exclusão por 20 segundos e até mesmo exclusão definitiva com direito, por se caracterizar como atitude anti-desportiva, previsto no artigo 7* da regra.
Semana que vem, falarei sobre a PROVOCAÇÃO, outra situação que o TWPC tenta banir das partidas, no sentido de tornar o pólo aquático um esporte mais inteligente, mais rápido e menos violento. Até lá, um abraço e boa sorte.

(José Werner)

Vantagem

“ O árbitro deve assinalar uma falta somente para manter uma vantagem, e nunca para criar uma vantagem. A obrigação de criar uma vantagem é sempre do jogador. Da mesma forma, deixar de assinalar uma falta contra o jogador cuja a equipe esteja com a posse de bola (ex: falta de ataque) ,seria no caso, criar uma vantagem para este jogador”

Roberto Cabral

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

LÁ FORA É ASSIM !

" Lá fora é assim "
Um dos comentários mais escutados por mim durante anos, e não foram poucos, eram aos que se referiam a nossa arbitragem . Concordo que estes comentários tenham tido algum fundamento em anos atrás, devido a não representação e participação dos árbitros em delegações Brasileiras nas competições Internacionais. Porém, este quadro mudou na gestão do Dr. Coaracy Nunes, atual presidente da CBDA, que ao invés de preferir pagar multa por não inclusão de um árbitro na delegação, optou pelo investimento em nossa função.
A partir de então, com esta oportunidade, passamos a conviver com o mundo FINA, e sem dúvida a cada nova participação, os árbitros brasileiros passaram a ter uma evolução técnica tanto no conhecimento das Regra, mas também na sua aplicação dentro dos padrões Internacionais.
Este motivo, foi determinante para nós árbitros, não passarmos a depender da participação do Brasil em competições Internacionais como único vínculo. Hoje participamos como árbitros convidados nas mais importantes competições Internacionais como: Jogos Olímpicos, Campeonatos Mundiais, Liga Mundial e Copa FINA.
Para termos uma idéia do que representamos, tivemos há alguns dias atrás a realização no Brasil, da Escola de Árbitros da FINA. Esta escola não estava prevista no calendário da FINA como sede no Brasil, e sim no Peru, na cidade de Lima, mas aceitando um convite da CBDA, prontamente a FINA nos enviou o seu representante máximo do polo aquático mundial , Sr Giani Lonzy para este evento, e manteve a original no Peru.
Hoje posso afirmar, sem nenhuma restrição, que já não nos incomoda mais, aquela famosa frase repetida por anos ‘’ Lá fora não se apita assim ! ”.
Roberto Cabral
Árbitro FINA/ Coordenador de Arbitragem da CBDA